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Lagoenses desalojados há 5 meses de suas casas

No mês de fevereiro, uma tempestade causou erosões que abalaram a integridade estrutural de oito casas no município, fazendo com que seus moradores tivessem de ser desalojados. Cinco meses depois, o Portal Lagoa Dourada entrou em contato com algumas dessas pessoas, para saber como está sua situação atual.

A lavradora Maria Aparecida de Melo, residente do povoado da Mutuca, tem vivido em um cômodo alugado pela prefeitura, no bairro das Cavalhadas. Segundo a produtora rural, sua propriedade está “acumulando poeira, e fico triste de terem tirado o relógio de luz sem terem feito contato, tenho que ir longe pra buscar água para as criações.” A prefeitura assumiu o compromisso de reconstruir a casa, mas até o momento quase nada foi feito.

Cecília da Silva, empregada doméstica, também se encontra fora do lar. Ela tem vivido com seu sobrinho de favor em uma propriedade da Igreja Católica, conhecida como CEREPA, enquanto sua residência não se torna segura. No local também ocorriam aulas de catecismo, antes da quarentena, e havia dias que ela tinha que mover seus pertences para que as aulas ocorressem. Para ela, “aqui não falta nada, mas quero voltar pra casa porque aqui não é da gente.”

Os fundos da casa da Cecília foram encobertos pelo material que desceu durante a chuva.

De acordo com a moradora, nos anos 90 a prefeitura realizou uma obra de calçamento em uma rua acima, despejando terra em seu terreno, o que chegou a soterrar a fossa que possuía na época. Com as chuvas, houve um deslizamento que arrastou bananeiras e ameaçou encobrir a construção. “Acordei vendo puro barro na minha cozinha”, afirmou. Ela espera que a prefeitura remova o entulho e faça um arrimo para sustentar o solo próximo, e discorda que tenha que pagar pelo serviço.

Além destes casos, quatro famílias do bairro Correio, uma da Água Limpa e duas do Centro tiveram também que deixar suas moradias. De acordo com a Secretária Municipal de Assistência Social e Defesa Civil, Rogeane Ferreira, “todos os encaminhamentos já foram realizados pela Assistência Social aos setores responsáveis dentro de fora do Município”.

A secretária afirma que o CRAS tem agido conforme as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Perguntada sobre um plano de contingência para o caso, ela disse que “a construção do mesmo esta em andamento, porém as capacitações que seriam realizadas pelos Órgãos Governamentais Estaduais foram suspensas devido a Pandemia do Covid-19”.

Quanto ao retorno para suas residências, “apenas uma família está em espera, e o caso desta, já foi encaminhado aos Órgãos Competentes dentro do município”, respondeu Rogeane.

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